|
Destaques
Revista OBS-Observatorio lançada em Open Access
A revista OBS – Observatorio é uma publicação Open Access, de carácter fundamentalmente académico, que se pauta por critérios de peer-review, sendo a avaliação das submissões realizada por investigadores e professores universitários de diferentes países. Trata-se de uma revista científica interdisciplinar que, embora centrada na comunicação, se encontra aberta a contribuições das muitas disciplinas que se reclamam das áreas dos estudos da comunicação e que abordem diferentes vias teóricas e metodológicas e de proveniências diversas, da academia ao mundo empresarial.
Sendo uma revista em formato Open Access ela permite aos autores obter o máximo de exposição pública do seu trabalho. Textos cujo acesso é livre e gratuito são mais lidos, mais citados e têm mais impacto que os só disponíveis a quem assina ou compra, e, sendo de carácter internacional, a OBS tem a particularidade de aceitar e publicar textos em Português, Castelhano, Catalão, Galego, Italiano, Francês e Inglês. A sua vasta equipa editorial reúne professores de várias universidades e membros de várias instituições ligadas às áreas da comunicação, da Europa, EUA e América Latina, contribuindo, deste modo, para a ampla divulgação e diversificação dos seus conteúdos.
Pode submeter textos para a OBS através do interface em SUBMISSÕES
A revista online OBS – Observatorio aceita contributos para publicação no seu 1º número, a ser lançado em Abril 2007, incluindo artigos e recensões de livros. Os artigos deverão ser submetidos directamente no site da OBS, seguindo os diversos passos descritos para a submissão, podendo o autor, através da consulta ao site e do acompanhamento que é feito pelos editores, ir acompanhando, passo a passo, todo o processo de submissão, revisão, comentários e publicação, de forma interactiva e automática.
Inscreva-se para receber as actualizações de edição da OBS em REGISTO
Pode inscrever-se na OBS, efectuando o seu registo como leitor e/ou autor, podendo optar por ser notificado por email cada vez que se realizarem actualizações da revista.
O que é o Public Knowledge Project?
O Public Knowledge Project dedica-se a melhorar a qualidade e o valor académico da investigação. É um projecto conjunto da Faculty of Education at the University of British Columbia, da Simon Fraser University Library e do Canadian Centre for Studies in Publishing at Simon Fraser University. Essa parceria reúne universitários, bibliotecários e estudantes que desejam explorar e perceber a forma como as novas tecnologias podem ser usadas para aumentar o nível de qualidade profissional e o reconhecimento público da investigação académica.
Este Projecto tem um papel chave no Movimento de Open Access, uma vez que fornece um dos mais importantes softwares para gestão de conteúdos de revistas científicas e sua publicação.
Mais informações em: http://pkp.sfu.ca
Directory of Open Access Journals
O objectivo do Directory of Open Access Journals é aumentar a visibilidade e a facilidade de acesso e utilização de revistas académicas e científicas de Open Access, promovendo a sua crescente utilização e o seu impacto.
Este Directório é bastante abrangente e faz uma indexação de todas as revistas científicas e académicas que utilizam um sistema de controlo de qualidade que garanta a validade do seu conteúdo.
Mais informações em: www.doaj.org
Qual o Futuro dos Media?*
Segundo um estudo realizado pelos especialistas do departamento de Technology, Media & Telecommunications (TMT) da Deloitte, vários são os desafios que se colocam ao sector dos Media no ano de 2007.
O fenómeno do “citizen journalism” e a massificação dos blogs como canal de comunicação (informação e opinião) poderão ter um papel preponderante para a evolução do sector. Por outro lado, parece definir-se um padrão de entendimento entre papel e pixeis, podendo o sucesso de ambos passar por uma lógica de complementaridade e promoção mútua. Para tal torna-se fundamental compreender as características únicas e as vantagens relativas de cada um dos formatos. No caso concreto do papel, o seu formato universal, portátil, legível e acessível (nomeadamente com o crescimento que se verifica na área dos periódicos gratuitos), parece garantir alguma sustentabilidade. No entanto, terá que existir especial atenção sobretudo no que respeita à selecção, diversificação e distribuição de conteúdos pelos diferentes formatos. Também ao nível da Televisão são inúmeras as possibilidades apontadas. A tecnologia do Vídeo On Demand (VOD) deverá conhecer um crescimento substancial sobretudo ao nível on-line. O desenvolvimento do sector dos computadores e das telecomunicações permitiu que esta área se reinventasse, sendo cada vez maior o número de empresas a comercializar este serviço. Não obstante, esta é uma área que merece especial atenção, sobretudo na área do “streaming” que é muito exigente em termos de conexão. Há ainda a questão do “Triple Play” e da sua aplicação ao nível da linha do cobre através do serviço IPTV e da crescente participação dos telespectadores ao nível dos programas televisivos constituindo-se os utilizadores mais uma vez como um factor crítico para o sucesso do sector.
A economia virtual será em 2007 mais real na medida em que se irá verificar o acentuar das transacções realizadas em espaços virtuais, o que irá obrigar por sua vez a uma maior atenção por parte das entidades governamentais para os perigos subjacentes a esta realidade.
No que respeita a Portugal, o cenário traçado pela Deloitte deverá ser encarado com algumas reservas. De facto a recente mudança ao nível do sector constitui-se mais como uma ameaça do que propriamente uma oportunidade. O sector da imprensa escrita atravessa uma grave crise vivendo um contexto de grande incerteza e instabilidade. Com efeito, os jornais pagos têm vindo a registar quebras elevadas que se deverão manter, mesmo após as reestruturações previstas. Por outro lado, ao nível da Televisão, é verdade que se tem assistido a um gradual aumento da participação dos espectadores. Contudo existem ainda barreiras significativas que impedem o avanço do sector, como é o caso da indisponibilidade do serviço de televisão digital, das assimetrias regionais no acesso aos seus produtos e na qualidade do serviço prestado.
Aguarda-se com expectativa a evolução dos media em 2007, bem como nos anos seguintes, não esquecendo que no passado, estes, já mostraram capacidade de se reinventar adaptando-se com sucesso à mudança.
* artigo realizado por David Castro, Gonçalo Lopes e Pedro Cavaco
Aprovada OPA da Prisa sobre Media Capital
A Autoridade da Concorrência (AdC) deu luz verde à Prisa para lançar uma OPA (oferta pública de aquisição) no valor de 420 milhões de euros sobre a Media Capital. O anúncio foi feito em comunicado pelos espanhóis, que já detêm 33% da dona da TVI.
A AdC decidiu não se opor à operação de concentração decorrente da aquisição do controlo exclusivo do Grupo Media Capital.
O Conselho de Administração da empresa portuguesa, reunido em 21 de Novembro de 2006, considerara a oferta de aquisição do controlo exclusivo do grupo português por parte da Prisa “oportuna”, argumentando, para o efeito, que “não afecta o normal desenvolvimento da Media Capital e que as respectivas condições são adequadas”. O grupo de comunicação espanhol oferece 7,4 euros por cada acção.
O grupo chefiado por Jesús de Polanco detém, entre outros, o jornal “El País”. A Prisa, para lá dos 33% que tem na empresa presidida por Pais do Amaral, está presente, em Portugal, no sector de distribuição de canais por cabo, através da Sogecable, na edição de livros escolares (Constância Editores, S. A.) e no marketing promocional (Prisa Innova).
A Media Capital, por seu turno, dispersa a sua actividade por diferentes áreas de negócio, sendo a televisão a jóia da coroa do grupo.
Mais informações em: http://sic.sapo.pt/
Acordo de cooperação entre o OberCom e o JIBS MMT Centre
Como resultado da vinda a Portugal do Professor Robert Picard, para a realização de uma conferência no mestrado de Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação do Departamento de Sociologia do ISCTE e um conjunto de reuniões com os sócios e Direcção do OberCom, foi estabelecido um acordo de colaboração entre as duas organizações – OberCom e Media Management Transformation Centre, da Suécia.
Este protocolo assenta na partilha de metodologias e resultados referentes a pesquisas sobre temáticas de interesse mútuo; preparação de publicações em conjunto; e participação em candidaturas a projectos internacionais.
Na medida em que os desenvolvimentos económicos e tecnológicos e a globalização estão a transformar as indústrias de media, o JIBS MMT Centre actua no campo da investigação de teorias, estratégias e boas práticas na gestão dos media. O objectivo é ajudar os líderes das empresas de media a melhorar a competitividade e sustentabilidade das suas empresas num ambiente dinâmico. O centro está desenhado para se tornar no líder mundial na investigação de dinâmicas de mercado, economia de negócios e liderança de empresas de publicação, emissão e de novos media.
Mais informações em: http://www.ihh.hj.se/mmt/index.html.
Jovens entre 15 e 24 anos foram quem mais navegou Internet em 2006
Os jovens entre os 15 e 24 anos foram os que mais navegaram na Internet a partir de casa durante 2006, tendo visitado com maior frequência o site hi5.com, revela um estudo da Netpanel.
Em 2006, 848 mil jovens entre os 15 e os 24 anos, residentes no Continente, navegaram na Internet a partir de casa, o que corresponde a 98,6% do universo composto pelos internautas portugueses desta faixa etária. No total, 2,964 milhões de indivíduos estiveram ligados na Internet a partir de casa, o que corresponde a 98,1% do universo de utilizadores estudados pela Netpanel.
Em páginas visitadas, o hi5.com liderou com 2,3 mil milhões de visualizações, seguido do msn.com, com mil milhões e do google.pt, com 986 milhões. O mês Setembro foi o mês de maior actividade, com 2,564 milhões utilizadores únicos (84,8%).
Os jovens portugueses visualizaram um total de quase 15 mil milhões de páginas em 2006, uma média de 17.647 por utilizador. O tempo despendido pelos jovens neste meio superou as 115 milhões de horas, uma média de 135 horas 46 minutos por utilizador. Estes números indicam que cada jovem desta faixa etária passou uma média de 22 minutos por dia a navegar na Internet em sua casa.
A Netpanel analisa o comportamento dos internautas portugueses, residentes no Continente, com quatro ou mais anos de idade, a partir de um painel de utilização doméstica.
Mais informações: http://diariodigital.sapo.pt/
Apple lançou o iPhone, o telemóvel mais esperado dos últimos tempos
A Apple, empresa de tecnologias que tem nos leitores multimédia iPod e nos computadores Macintosh a sua bandeira, acaba de entrar na área das telecomunicações. O novo telemóvel junta as capacidades de um telefone às de um leitor multimédia portátil. Funciona com o sistema operativo MacOS X, serve para comunicar e para trazer no bolso as músicas, o e-mail, as fotos ou os vídeos preferidos.
O anúncio foi feito no início do mês, em São Francisco, nos EUA, onde decorre a Macworld, feira que a Apple organiza todos os anos para apresentar as suas novidades. Como de costume, a conferência de Steve Jobs, o director-geral da empresa, foi o ponto alto para os fãs da Apple.
”De vez em quando chega um produto revolucionário que muda tudo. É sorte se pudermos trabalhar num ao longo da carreira... e a Apple é sortuda por já ter lançado vários”, disse Steve Jobs.
O novo telefone vai estar disponível em Junho, nos EUA, em duas versões: uma com 8 gigabytes (GB) de capacidade de armazenamento, que custará 600 dólares, e outra com 4 GB, a cerca de 500 dólares. À Europa chegará no final do ano, e na Ásia só em 2008. Tem uma câmara fotográfica com 2 megapixels de resolução e um ecrã táctil com 8,8 centímetros de diagonal. Nos EUA, o telemóvel da Apple funcionará na rede Cingular Wireless. O seu desenvolvimento levou ao registo de mais de 200 patentes, o que o torna numa das maiores inovações da empresa.
O facto de ter o sistema operativo OS X - usado nos computadores da Apple - significa que o iPhone terá muitas das funções habituais naquelas máquinas. Permitirá aceder ao correio electrónico de forma automática ou ver os mapas do Google. O iPhone pode também ser sincronizado com o computador para partilhar ficheiros. A ligação à Internet pode fazer-se através de redes Wi-Fi, sem fios. Integra ainda a tecnologia Bluetooth, que permite a ligação por radiofrequência a equipamentos que se encontrem próximos.
Mais informações em: http://www.publico.clix.pt/
Downloads através do telemóvel cativam 766 mil portugueses em Outubro
Durante o mês de Outubro de 2006, 766 mil portugueses efectuaram downloads diversos a partir do telemóvel. Este número abrange utilizadores com mais de nove anos e possuidores deste tipo de dispositivos, afirma a Marktest salientando que os valores recolhidos, através do Barómetro das Telecomunicações, são representativos de 10,3% do total de utilizadores enquadrados nesta amostra.
De acordo com a empresa de estudos de mercado, os utilizadores que mais usufruem desta funcionalidade são os que se inserem nas classes etárias entre os 10-14 e os 15-24 anos, com, respectivamente, 26 e 23,3% dos indivíduos inseridos nestas faixas a responderem afirmativamente à questão.
Na distribuição geográfica é possível observar que é no Interior Norte que se situam mais utilizadores que efectuam downloads a partir do telemóvel (14,4%). A região Sul e as ilhas registaram 11,9% de respostas afirmativas situando-se em exequo nos 11,9%, o que coloca ambas as regiões no segundo lugar da tabela. O terceiro lugar é ocupado pela Grande Lisboa (1%). Por outro lado o Grande Porto é a região onde se concentram menos utilizadores adeptos desta funcionalidade (5,9%).
No que diz respeito à distribuição por classes sociais não existe grandes discrepância no volume de indivíduos que faz downloads através do telemóvel. Mesmo assim, é a classe média que se destaca em primeiro lugar (10,9%), seguida dos escalões mais baixos (10,4%) e, por fim, dos mais altos (9,1%).
Mais informações em: http://tek.sapo.pt/
|