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Antevisão - Estudo OberCom: A Internet em Portugal (2003-2007)
Vivemos numa Sociedade Informacional, caracterizada por uma nova estrutura social dominante – a sociedade em rede – onde a Internet assume um papel primordial, e onde se dissolvem as nossas concepções tradicionais de espaço e de tempo. É hoje reconhecido o leque de possibilidades que o advento dessa nova tecnologia, que é a Internet, veio facultar à condição humana e, por conseguinte, a crescente importância que aquela vem assumindo nas nossas vidas. Esse interesse tem suscitado diferentes estudos e investigações, tanto no universo académico como empresarial. Enquanto tecnologia da informação e tecnologia social, a Internet possibilita o armazenamento e distribuição, a uma escala global, de uma vasta gama de informação e de uma comunicação em rede. É por isso que esta análise se inicia com a afirmação de estarmos perante uma nova tecnologia propiciadora quer de autonomia quer de controlo.
A publicação aqui apresentada baseia-se nos dados produzidos pelo inquérito do projecto A Sociedade em Rede em Portugal, o qual teve já duas edições, uma em 2003 e outra no ano de 2006. São também aqui utilizados os dados produzidos pelo Oxford Internet Institute no âmbito do seu estudo The Oxford Internet Survey de 2003 e 2005.
O objectivo é apresentar uma síntese dos resultados portugueses, com o intuito de complementar os saberes já existentes sobre o quadro da Internet no nosso país, abrindo espaço numa segunda fase deste relatório, a uma análise comparativa com o quadro britânico, tendo em consideração as variáveis comummente utilizadas ou as variáveis próximas em termos analíticos, em ambos os estudos.
Na primeira parte deste relatório, e a partir dos gráficos que serão apresentados, apresentam-se assim algumas breves conclusões estatísticas que revelarão, por conseguinte, o quadro português no que respeita à Internet, mais especificamente no que toca à utilização desta tecnologia, ao perfil dos seus respectivos utilizadores, aos seus efeitos na sociedade a diversos níveis, entre outros aspectos de relevância.
A segunda parte contempla, por seu lado, a análise comparativa propriamente dita, isto tendo em conta as variáveis trabalhadas em ambos os estudos, procurando-se assim discriminar similitudes, diferenças e evoluções entre os seus resultados.
Por fim, será ainda analisada a questão da info-exclusão, destacando-se as principais características dos não utilizadores da Internet.
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