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Antevisão - Estudo OberCom: Perspectivas de Implementação da Televisão Digital em Portugal:Novas tecnologias, novos consumos?
O presente relatório é o terceiro de um conjunto de Flash Reports que serão publicados pelo OberCom relativamente ao panorama televisivo actual em Portugal no contexto da implementação da televisão digital. Com o objectivo de caracterizar a população que actualmente usufrui de um serviço de televisão digital, este estudo constitui um primeiro contributo para se perceber como determinados desenvolvimentos tecnológicos podem, ou não, contribuir para a criação de novos hábitos de consumo.
Apesar de existir um interesse relativamente elevado nas potencialidades oferecidas pela televisão digital, nomeadamente no caso dos actuais subscritores deste serviço, a sua utilização efectiva permance de forma geral muito reduzida, continuando a experiência televisiva dos portugueses a ser moldada pelos padrões tradicionais de visionamento de televisão.
De facto, a percentagem de pessoas que tira partido das potencialidades deste novo sistema de televisão permanece muito reduzido. Por exemplo, apenas 19,7% dos inquiridos que tem televisão digital já utilizou os serviços de Video-on-demand (VOD), e apenas 19,7% já ouviu rádio através da televisão. Não obstante, verifica-se um certo grau de satisfacção com o serviço digital, sendo que do total de subscitores de TV digital, 69,7% concorda com a afirmação “A TV digital é melhor do que a analógica”, contra apenas 41,5% no seio da população em geral.
Quando comparado com a população em geral, o grupo dos indivíduos que usufrui de um serviço digital de televisão afirma-se através de um consumo de media mais activo e diversificado, integrando vários suportes e uma intensidade de utilização dos mesmos superior. Por outro lado, o grupo com acesso televisivo digital tem uma composição mais jovem e urbana, em comparação com a generalidade da população portuguesa.
O presente relatório conclui que os actuais subscritores de um serviço de televisão digital são indivíduos com um maior grau de integração na Sociedade em Rede, utilizando de forma integrada e activa vários suportes e meios, e conferindo à televisão um papel de núcleo estruturante da própria rede (Cardoso, 2006). Não obstante, a utilização das potencialidades associadas à televisão digital permanece aquém das suas possibilidades.
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