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Editorial

América 3.0. Ou Porque em algumas áreas Portugal lidera e os EUA não.
Os Estados Unidos da América irão eleger hoje um novo Presidente. Qualquer que seja o eleito, Barack Obama ou John McCain, a sua eleição será mais fruto das condições do contexto de crise do que das actuais propostas dos candidatos - mesmo que cada um de nós pense que um ou outro saberá lidar melhor com esse contexto de crise e de mudança.
Tal acontece porque, pela primeira vez desde 1917, os EUA se encontram perante um contexto de profunda transformação. Essa transformação, poderá ou não levar-nos a uma versão 3.0 dos Estados Unidos da América, sendo a 1.0 a dos pais fundadores da Constituição e a 2.0 produto da quebra da política de isolacionismo com a entrada dos EUA na I Guerra Mundial. As quatro causas desse contexto de mudança nos EUA são apontadas por Jonathan Taplin, numa apresentação pública no passado dia 14 de Outubro na USC Annenberg, como : O Atingir do Limite das Capacidade de Intervenção Militar dos EUA; Declínio no Campo Cultural ; Crescentes Desigualdades Económicas Internas; e a Regressão da Capacidade Científica de Intervenção na Sociedade Americana.
A América 3.0 poderá ser produto da necessidade de mudar através das tecnologias de informação e comunicação (TI) e das tecnologias de energia (TE). Como pergunta Jonathan Taplin: como é possível que Portugal e Espanha liderem na energia solar e os EUA não? Ou como no índice de largura de banda os EUA não liderem?
A sugestão deste editorial é a de que visionem a apresentação de Jonathan Taplin enquanto ao mesmo tempo podem ver a sua apresentação em slideshare.
"Rebooting after the economic crash: IT, ET and America 3.0." Professor Jonathan Taplin , USC Annenberg School and ARNIC
Apresentação America 3.0 Slideshare
Gustavo Cardoso
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