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Destaques
Segundo dados da ITU (International Telecommunication Union), agência das Nações Unidas para a informação e tecnologias de comunicação, assistimos a um rápido crescimento da utilização da internet, particularmente nos países em desenvolvimento.
Um mini-relatório da ITU, intitulado "The World in 2011", divulgado recentemente na conferência em Geneva "ITU Telecom World" confirma que o ritmo de crescimento das tecnologias de informação e comunicação tem sido considerável. O estudo aponta para uma previsão de cerca de 6 mil milhões de subscritores de serviço de telemóvel até ao final de 2011 e cerca de 2,3 mil milhões de utilizadores de Internet em todo o mundo.
A taxa de crescimento tem sido mais rápida sobretudo em países em desenvolvimento e entre os segmentos mais jovens da população, sendo que, actualmente, quase metade dos utilizadores de internet em todo o mundo são jovens com menos de 25 anos.
De salientar que o peso dos jovens internautas deverá continuar a crescer de forma constante, tendo em conta a crescente introdução de internet nas instituições de ensino.
Os dados recentes da ITU fornecem uma visão panorâmica do alcance e ritmo de crescimento da implementação da banda larga em todo o mundo, revelando assimetrias regionais no que toca ao acesso à internet a altas velocidades.
Embora a média internacional da largura de banda da Internet tenha crescido de 11.000 Gbps em 2006 para cerca de 80.000 Gbps em 2011, os europeus usufruem, em média, de 90.000 bps de largura de banda por utilizador. Em claro contraste com os utilizadores da Internet em África, que são limitados a uma média de transferência na casa dos 2.000 bps.
O relatório mostra ainda que os países com melhores performances estão localizados na Europa, Ásia e no Pacífico.
Há ainda outras assimetrias a sublinhar. Se na República da Coreia, a penetração da banda larga móvel já ultrapassa a casa dos 90 por cento, com quase todas as conexões de banda larga fixa a atingirem velocidades iguais ou superiores a 10 Mbps, já os utilizadores de países como o Gana, Mongólia, Omã e Venezuela estão limitados a velocidades de banda larga inferiores a 2 Mbps.

Segundo novos dados de um estudo do Projeto Pew Research Center para a Excelência no Jornalismo cerca de 11 por cento dos norte-americanos possuem algum tipo de tablet.
Passando da taxa de penetração para a análise destes utilizadores e suas práticas observa-se que a duração média diária de utilização deste tipo de dispositivos em rede atinge os 90 minutos.
O consumo de notícias online surge como uma das actividades mais transversais entre os utilizadores, a par com a consulta de e-mail e a utilização de redes sociais. A leitura de notícias perde apenas para a "navegação geral" na internet.
Não obstante esta apetência pelo consumo de produtos noticiosos apenas 14 por cento dos detentores de tablets afirmaram pagar por este tipo de conteúdos. Outros 23 por cento afirmam pagar por uma assinatura de versão impressa que inclui também a possibilidade de acesso a conteúdos digitais online.
Nesta medida, no total, cerca de um terço dos utilizadores de tablet pagaram para aceder a notícias neste tipo de dispositivos.
Note que estes dados sugerem um crescimento - a fatia de consumidores que pagam por conteúdos digitais foi agora mais ampla do que em estudos anteriores. No entanto, a grande maioria das pessoas que não pagam pelas notícias afirma estar relutantes em fazê-lo futuramente, acrescenta o relatório.
Poderá consultar uma infografia resumindo os principais dados aqui.

A Comissão Europeia irá iniciar o maior estudo sobre a velocidade de banda larga em toda a região europeia. Este projecto é lançado com o intuito de propiciar o diagnóstico e uma visão panorâmica sobre o trabalho ainda necessário para atingir as metas definidas na Agenda Digital.
Este organismo estabeleceu um objetivo de fornecer a todos os seus cidadãos ligações com 100Mbit/s até 2020.
O projeto estará a cargo da empresa britânica SamKnows, que já realizou estudos semelhantes com a refu Ofcom do Reino Unido e com a norte-americana Federal Communications Commissions.
A aproximação empírica será realizada com o envio aos voluntários de um pequeno dispositivo intitulado "'SamKnows Whitebox" que monitorizará a performance da ligação em rede. O projecto espera persuadir 10.000 voluntários em 30 estados membros a enviarem
os seus dados pessoais sobre as velocidades de banda larga domésticas
Alex Salter, da SamKnows, espera divulgar os primeiros resultados no início do próximo ano.
O projeto incluirá os 27 Estados-Membros ao que incluirão a Croácia, Islândia e Noruega. Os cidadãos que queiram participar no projeto poder-se-ão inscrever através da plataforma: http://www.samknows.eu.

Sessenta utilizadores de internet franceses poderão ver sua ligação à internet desligada por um mês após ignorarem cartas de aviso para interromperem supostas práticas de infração de direitos autorais online.
Estes são os primeiros utilizadores a chegar ao fim do controverso processo que o estado francês lançou com o objectivo de combater a pirataria em rede.
As estatísticas disponibilizadas no relatório anual da agência francesa que executa o programa revelam que cerca de 650 mil utilizadores receberam no domicílio um aviso postal, sendo que mais de 44 mil estarão já na sua segunda advertência escrita.
Entretanto, foi já destacado um conselheiro do governo que irá visitar as 60 pessoas que ignoraram as advertências, com o intuito de averiguar as circunstâncias desta atitude. As informações recolhidas durante as entrevistas irão determinar se o processo é arquivado ou enviado para outras instâncias legais.
Aqueles que forem julgados e considerados culpados incorrem em coimas no valor de 1.500 euros ou corte da ligação à internet por um período máximo de um mês.
A lei anti-pirataria dos três avisos é supervisionada pela agência Hadopi (Haute Autorite pour la Diffusion des Oeuvres et des Droits de Proteção la sur Internet), criado em Janeiro de 2010 mas que só a partir de em outubro daquele ano iniciou o processo de envio de cartas aos infractores suspeitos.

O movimento norte-americano Occupy Wall Street, tem vindo a ganhar repercussões internacionais, em muito pela utilização estratégica de redes sociais por parte dos manifestantes.
Os activistas que aderiram a este protesto estão a utilizar dispositivos móveis a par com ferramentas de comunicação disponibilizadas pelas redes sociais.
Esta instrumentalização serve para divulgar actualizações ao vivo de tweets e status, bem como fotografias, vídeos de centenas de manifestações dispersas um pouco por todo o globo.
Os manifestantes têm vindo deste modo a partilhar em tempo real os desenvolvimentos de cada cidade.
A 15 de Outubro disponibilizaram o discurso do fundador WikiLeaks, Julian Assange, aos manifestantes em Londres, e transmitiram a violência na manifestação que atraiu dezenas de milhares em Roma.
Como prática minimamente transversal surge o post de hiperligações no Twitter e no Facebook, mas também o upload de fotos e vídeos para o YouTube e sites de partilha de imagem como o Bambuser e yfrog.
A título de exemplo, em Espanha, os manifestantes carregaram vídeos ao vivo e em tempo real de Madrid no serviço de vídeo Ustream. Já os organizadores em Nova York fizeram uso do seu canal Revolução Global registado Livestream para publicar feeds de vídeo ao vivo dos protestos em Nova York.
O debate em rede sobre o movimento Ocupar Wall Street tem crescido de forma viral, ganhando espaço nas redes sociais e conquistando um volume considerável de admiradores.
A plataforma Occupy Sesame Street é mais um exemplo do poder viral da internet e da cultura visual irónica dos utilizadores.
Acrescente-se ainda a acção de Evan Roth, um dos activistas do F.A.T. (Free Art & Technology) Lab, lançou recentemente o repto para Ocuppy the Internet com imagens animadas (gifs). Poderá consultar alguns dos Gifs submetidos aqui.

Segundo o seu blog oficial a Google prepara-se para descontinuar em poucas semanas a sua rede social com 18 meses o Google Buzz. Este fecho prende-se com a estratégia da empresa de reduzir portfólio, cortando em áreas menos populares para se concentrar noutros projectos, nomeadamente o Google+.
A Google revelou que com cerca de três meses apenas, o Google+ conta actualmente com 40 milhões de utilizadores.
Para além do Google Buzz irão ser encerrados serviços como o Code Search, uma ferramenta para procurar código de programação open-source e o Jaiku, um serviço de microblogging similar ao Twitter adquirido em 2007.

Reconhecendo que o jornalismo é um negócio e que "a compreensão de como criar valor social e económico e como se adaptar e inovar, são tão importantes quanto a qualidade dos conteúdos", a Knight Foundation divulgou um relatório com enfoque na questão da sustentabilidade das organizações de notícias sem fins lucrativos.
Intitulado Getting Local: How Nonprofit News Ventures Seek Sustainability o relatório examina oito plataformas de notícias on-line sem fins lucrativos, de média dimensão e sediadas nos Estados Unidos da América.
O relatório destaca três "ingredientes-chave" para a sustentabilidade:
1) Uma estratégia de desenvolvimento de negócios e a capacidade de executá-la, 2) um elevado nível de enfoque na audiência a par com abordagens inovadoras para a promoção do engajamento da comunidade de leitores, e 3) a capacidade tecnológica para apoiar e monitorizar a relação com os leitores.
A Knight Foundation revela que o relatório "fornece aos jornalistas e financiadores uma moldura para pensar e avaliar a viabilidade das organizações. Para alcançar a sustentabilidade, a criação de receitas é tão importante quanto o envolvimento dos utilizadores, bem como a capacidade de desenvolvimento e de adaptação às novas tecnologias em constante mudança."
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