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Destaques

Os indivíduos que gostam de ler são os que mais lêem, independentemente do suporte

Segundo um relatório divulgado pelo Pew Research Center, um quinto dos adultos norte-americanos leu pelo menos um e-book no último ano.

De acordo com a pesquisa, os proprietários de dispositivos que permitem a leitura de livros electrónicos preferem comprar livros a pedir emprestado, sendo igualmente aqueles os que mais lêem livros.

Ou seja, os leitores de e-readers são os mais ávidos leitores, em todos os formatos, o que demonstra que as análises dos hábitos de leitura não poderão ser demasiado tecnocêntricas, introduzindo variáveis sociais, abordando as particularidades de diferentes perfis sociais e sua ligação com os hábitos de leitura.

A pesquisa abrangeu quase 3000 norte-americanos com mais de 16 anos e centrou-se nos hábitos de leitura entre Novembro e Dezembro passados.

Importa salientar dos resultados, que 88% dos inquiridos que leram um e-book no último ano também leram livros impressos tradicionalmente.

O centro de pesquisa descobriu ainda diferenças entre os detentores de dispositivos de leitura dedicados à leitura de livros electrónicos e os que não possuem tal tipo de tecnologia. Os que possuem um leitor de e-books consomem, em média, 24 livros por ano, enquanto que aqueles que não possuem os dispositivos digitais dedicados ficam-se por um número abaixo, lendo em média 15 livros por ano.

Segundo o relatório, os inquiridos preferem e-books a livros impressos quando pretendem um acesso rápido e expedito às obras, mas também quando pretendem uma maior portabilidade no seu transporte, caso apontado para cenários de viagem.

Não obstante, os utilizadores ainda preferem livros impressos quando se trata de trocar com amigos ou ler para crianças.

Uma análise longitudinal das dinâmicas evolutivas dos hábitos de leitura revelou que há 4 vezes mais leitores de e-books do que há dois anos atrás.

No que toca aos dispositivos, a leitura dispersa-se por vários tipos, incluindo Kindles, Nooks, smartphones e tablets.

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Reino Unido com o maior peso mundial da internet na economia

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Segundo um estudo da consultora Boston Consulting Group (BCG), a Internet contribui para cerca de 8,3% da economia do Reino Unido.

Esta fatia representa, comparativamente, um peso maior do que qualquer um dos países do G20. De acordo com a CNN, o ranking dos restantes países desdobrou-se por: Coreia do Sul com 7,3%, China 5.5%, Japão e Estados Unidos, ambos com 4,7%.

A "economia da Internet" no Reino Unido, em 2010, valia algo como 121 mil milhões de libras – mais de 2000 libras por pessoa. Um peso relativo que colocou este sector acima de áreas importantes como a saúde, construção civil ou educação em termos económicos.

De acordo com a BCG, os habitantes do Reino Unido realizaram mais compras online do que qualquer cidadão de outra economia em 2010. Cerca de 13,5% da totalidade de compras foram realizadas através da internet, sendo que tal percentagem deverá aumentar até 2016, segundo projecções dos investigadores, para quase um quarto do total das compras (23%).

Na linha de um já rápido crescimento, as previsões apontam para uma expansão célere, com uma taxa de expansão na ordem dos 11% ao ano nos próximos quatro anos - atingindo desta forma um volume global de 221 mil milhões de libras em 2016.

Note que as taxas de crescimento previstas para países como os Estados Unidos da América apontam para os 5,4% e 6,9% para a China, sendo a média entre os G20 de 10% ao ano. O ritmo será mais acelerado entre os mercados emergentes e economias desenvolvidas com a Argentina e Índia a serem apontadas como os países susceptíveis de registarem o crescimento mais rápido.

Ainda segundo a pesquisa, as receitas das pequenas e médias empresas que se concentram neste sector emergente deverão ter crescido na ordem dos 12,5% a cada ano dos últimos três anos.


Citadinos brasileiros e mexicanos preferem Internet a televisão

De acordo com uma nova pesquisa da Forrester Research, os consumidores brasileiros e mexicanos residentes em áreas urbanas preferem utilizar a internet a assistir televisão, por um factor de quatro. Ou seja, os utilizadores brasileiros inquiridos, residentes em meio urbano, apontaram para uma utilização semanal da internet a rondar as 23,8 horas, contra as 6,2 horas para a televisão tradicional.

Já os inquiridos mexicanos apontaram para 24,7 horas por semana online, contra 7 horas de televisão.

O consumo de vídeos online surge também com uma prática corrente com 86% dos brasileiros e 83% dos mexicanos inquiridos a afirmarem que assistem a vídeos na rede, em plataformas como o YouTube.

Importa salientar que a taxa de penetração de internet nestes dois países é menor do que na Europa e Estados Unidos, mas em ascensão. Segundo as previsões, o número de agregados domésticos com banda larga irá registar um aumento de 10% até 2016 - de 47% para 57% no Brasil e de 38% para 48% no México.

A banda larga móvel representa um sector importante para o todo mais alargado do público online, sendo que a taxa de penetração de smartphones continua a crescer.

O estudo aponta ainda para a popularidade das redes sociais, com 89% dos brasileiros e 88% dos mexicanos a visitarem este tipo de plataformas regularmente, sendo o Facebook a rede online mais popular.


38 por cento da população online chinesa terá apenas acesso móvel

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Um novo estudo da On Device Research, revelou que os utilizadores únicos de internet móvel na China representam um terço do total de internautas chineses.

A investigação concluiu que o aumento de internautas junto da população rural levou a um aumento anual de 8% no segmento de utilizadores apenas com acesso móvel - que representavam 38% dos utilizadores de Internet da China em 2011.

Os habitantes em áreas rurais mostraram-se com uma maior propensão a serem utilizadores de internet apenas por via de dispositivos móveis, tais como smartphones.

A diferença de peso entre estes dois tipos de acesso é de 45% de acesso móvel apenas nas áreas rurais contra 29% em zonas urbanas.

Mas tal tendência poderá não ser exclusiva a meios rurais. Esta tendência poderá acentuar-se progressivamente também em meio urbano, na medida em que uma proporção crescente de chineses em meio urbano preferem a utilização de internet móvel por considerá-la mais rápida e mais conveniente do que a alternativa fixa.

A relação da China do acesso móvel para o fixo móvel sente-se igualmente noutros países, sendo maior do que nos países ocidentais, como o Reino Unido, e menor do que em países menos desenvolvidos, como a Nigéria e a Indonésia, países que registaram taxas de internet móvel de 56% e 42%, respectivamente.

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Crescimento da imprensa na Ásia

Os países asiáticos assistem actualmente a um crescimento da circulação de jornais pagos, contrastando com a tendência de decréscimo do sector da imprensa paga em papel entre os países ocidentais.

A tendência crescente de circulação paga na Ásia aumentou a uma taxa de 16% entre 2006 e 2010

Segundo a Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-INFRA), a Índia, China e Japão apresentam-se como os maiores mercados mundiais de circulação paga de jornais, com um volume de 110 milhões, 109 milhões e 50 milhões, respectivamente.

Quando combinadas, as circulações destes três países representam mais de metade da percentagem total mundial de circulação paga.

Segundo o site Asia360, 67 dos 100 maiores jornais diários estão localizados na Ásia.

Estes números representam um forte contraste com o acentuado declínio na circulação impressa de jornais nos Estados Unidos e Europa.

Note que a contingência económica e o contexto sociocultural favorece esta contra-tendência na Ásia, nomeadamente o rápido crescimento económico dos últimos 30 anos de mãos dadas com altas taxas de alfabetização - abrindo espaço a novos leitores.

Para além destas variáveis o acesso ainda relativamente limitado à Internet deixa espaço aos modelos tradicionais de consumo de notícias.


100 milhões de televisores estarão ligados à Internet em 2016

Um novo relatório da NPF divulgou projecções sobre taxas de penetração de televisores com acesso a internet. O estudo prevê um volume total de 100 milhões de televisões com ligação à internet em 2016 entre os lares dos norte-americanos e europa ocidental.

Estes novos dispositivos híbridos reúnem as potencialidades do acesso à internet com a televisão tradicional, possibilitando ainda uma utilização interactiva. Desta forma, são capazes de, nomeadamente, exibir conteúdos interactivos relacionados com os programas de televisão em questão. Tal potencialidade tem sido vista como uma estratégia por parte dos produtores e distribuidores de conteúdos que procuram uma maior imersão dos públicos e a captação da atenção do espectador num ambiente mediático crescentemente fragmentado.

Um dos responsáveis pelo estudo, Gerry Kaufhold, apontou para a mudança social nos hábitos dos consumidores e a expansão tecnológica dos ecrãs, afirmando que grande parte da audiência assiste a conteúdos televisivos via tablets, smartphones ou computadores portáteis.

De acordo com um relatório de 2011 da Nielsen, dedicado aos consumos, mais de 60% dos espectadores inquiridos afirmaram que consultam o e-mail ou navegam online enquanto vêem televisão.

Numa Era de crescente pulverização dos dispositivos, aliada a práticas de multitasking, o desafio de captação da atenção cada vez mais difusa afigura-se como um ponto crítico para na procura da sustentabilidade da indústria de conteúdos televisivos.


Tablets promovem o consumo de notícias

Foi lançado recentemente mais um estudo do Project for Excellence in Journalism, do Pew Research Center, intitulado, State of the News Media 2012.

Segundo o relatório, as tecnologias móveis parecem estar a abrir o campo de possibilidades e incentivar um maior consumo de notícias entre os seus utilizadores norte-americanos. O grande desafio continua nas formas de capitalização e monetização desse interesse dos leitores por parte dos editores.

A análise dos dados revelou que 27% dos norte-americanos consomem notícias nos seus smartphones ou tablets. Este tipo de consumidores demonstram uma forte interligação entre medias tradicionais e os media em rede, sendo os mais propensos à procura e cruzamento de notícias em media tradicionais bem como aplicações de notícias e sites online.

Tom Rosenstiel, director do projecto, afirmou que os utilizadores de tablets tendem a ler artigos mais longos e dedicar mais tempo a sites noticiosos do que os que o fazem através de smartphones ou computadores de secretária.

O total de visitas únicas a sites de notícias registou um acréscimo de 17% de 2010 para 2011 - similar ao aumento do ano anterior.

Contudo, a rentabilização das receitas deste tipo de procura e consumo parece estar a ser capitalizado sobretudo pelas empresas de tecnologia do que pelas empresas de notícias.

O relatório sugeriu que apenas cinco empresas - Microsoft, Google, Facebook, AOL e Yahoo! - geraram 68% da receita de publicidade digital em 2011.

O relatório sublinha ainda a importância crescente dos chamados social media enquanto catalisador de notícias, através da disseminação viral por parte das recomendações de leitura dos utilizadores de redes como o Facebook e Twitter.

Ainda assim, apenas 9% dos adultos norte-americanos afirmaram seguir de facto tais recomendações regularmente, em comparação com 36% que afirmaram aceder diretamente às aplicações das plataformas jornalísticas.

A maioria dos sectores dos media norte-americanos registou um crescimento nas audiências em público em 2011, com a excepção da imprensa.


América Latina com maiores índices de engajamento com conteúdos UGC

De acordo com um novo estudo da Kantar Media, o peso relativo de internautas que geram conteúdos próprios (User Generated Content – UGC) – aqui definido como ler artigos e comentar – varia de país para país.

Em termos de ranking, a América Latina figura no topo. Senão vejamos: quase metade (47%) do total de utilizadores de internet brasileiros e 44% na Argentina afirmaram consumir conteúdos UGC em sites de notícias. O peso desce para os 35% na Grã-Bretanha e 26% na Alemanha.

Estes dois países demonstraram também taxas de submissão de artigos e comentários em plataformas noticiosas, com 27% no Brasil e 26%na Argentina, contra 17% na Alemanha e 12% na Grã-Bretanha.

Passando para a dimensão da confiança nos media online, apenas 73% dos utilizadores brasileiros e 71% dos argentinos afirmaram confiar nos conteúdos online - um factor que pode ajudar a explicar a cultura participativa com a vontade de contribuir com outros pontos de vista.

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Jovens norte-americanos e os seus usos de media em rede

Uma pesquisa do PEW Research Institute sugere que o consumo de vídeo e outros tipos de media em streaming se encontra actualmente em crescimento entre os jovens norte-americanos.

A investigação serviu-se de um inquérito a 799 adolescentes norte-americanos entre os 12 e 17 anos, onde foram auscultadas práticas online e actividades relacionadas com vídeo entre Abril e Julho de 2011.

Observou-se que a esmagadora maioria dos inquiridos (95%) utiliza a internet, sendo que 37% utilizam-na para, entre outras actividades, conversação via vídeo – através de aplicações como o Skype, Googletalk ou iChat.

Passando para a cultura participativa e UGC, cerca de um terço (27%) dos jovens internautas afirmou gravar e carregar conteúdos de vídeo na rede. Foi registado ainda que 13% fazem stream de vídeo em tempo real através da internet.

A taxa de penetração do uso de redes sociais online atingiu os 80% entre estes jovens, sendo que estes utilizadores demonstraram uma maior predisposição para se envolverem neste tipo de práticas participativas no que toca ao vídeo, do que os não inscritos em redes sociais.

De acordo com o relatório, uma diferença a apontar através de uma análise longitudinal dos dados comparando-os com os de 2006 prende-se com o facto de o diferencial de género no que toca ao upload de vídeos ter sido equilibrado, sendo agora de 13% entre os rapazes e 12% entre as raparigas.

No entanto, subsistem diferenças nas práticas online conforme o género do utilizador. Cerca de 42% das raparigas utilizam programas de conversação online contra apenas 33% entre os rapazes.

No que toca ao peso da variável idade, os adolescentes mais velhos são mais propensos a gravar e fazer upload de vídeos do que os utilizadores mais jovens – com 30 por cento dos mais velhos inquiridos a afirmarem que o praticam contra 21% entre os mais jovens dos 12-13 anos de idade.


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